terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Jonas comemora acerto com o Corinthians


Jonas - Sampaio Corrêa (Foto: Site Oficial)
 

O Corinthians acertou nesta segunda-feira a contratação do volante Jonas, destaque do Sampaio Corrêa-MA neste ano. O jogador, de 23 anos, assinará por quatro anos.

Brigador, bom marcador, com muita disposição física e... "loiro". As características reunidas renderam-lhe dois apelidos da maior torcida do estado: "Schweinsteiger do Maranhão", em alusão ao famoso da Seleção da Alemanha e do Bayern de Munique (ALE), e "Tubarão Branco", aproveitando o apelido do clube e a cor do cabelo.

Ele também é comparado a Ralf, atual capitão do Corinthians. O camisa 5 alvinegro começou a carreira no Imperatriz, do Maranhão e muitos volantes que surgem são apontados como o "novo Ralf". Jonas foi um dos maiores ladrões de bola da Série B desta temporada.

O jogador, introvertido, não gosta de falar e raramente dá entrevistas. Via assessoria, declarou a alegria pelo nosso desafio da carreira.

– Estou muito feliz com a notícia. Jogar pelo Corinthians é o sonho de qualquer jogador. Prometo honrar essa camisa e essa torcida maravilhosa – afirmou ao LANCE!Net o volante, nascido em Teresina, no Piauí.

Ontem, ele e seu representante, Eduardo Maluf, reuniram-se e bateram o martelo para o acerto com o Corinthians. Outros clubes brasileiros, entre eles o Flamengo, também o assediavam. No entanto, quando um grupo de empresários acertou a compra de 70% dos direitos econômicos junto ao Sampaio Corrêa, sua ida ao Timão havia ficado apalavrada. Só restava o aval do clube, que sairia após a definição da contratação de Tite.

– Foi uma escolha dele. Havia outras propostas. É um menino que saiu do interior do Piauí e tem tudo para se destacar com a camisa do Corinthians – afirmou Maluf.

No Timão, ele terá a concorrência dos medalhões Ralf, Elias e Cristian, além de Bruno Henrique.

COM A PALAVRA

Eduardo Lindoso, Editor do caderno de Esportes do Jornal 'O Estado do Maranhão'

"Jonas foi destaque nos dois acessos do Sampaio Corrêa nos últimos anos, nas Séries C e B. É volante de contenção que desarma bem, tem muita disposição.

Ele não tem uma chegada boa, não é habilidoso, mas não inventa muito, erra poucos passes. Comparam o Jonas ao Ralf, pelo surgimento dos dois no Maranhão e pela característica.

Ele não gosta de falar muito, é caladão. Dificilmente rendeu matérias nesse sentido. Sempre foi um jogador que ganhou destaque pelo que fez em campo. Tinham muitos clubes do Brasil de olho nele, mas ele realmente quis o Corinthians."

Corinthians pode ver Dudu ir parar no rival São Paulo


Possíveis adversários na fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2015, Corinthians e São Paulo já duelam forte fora dos gramados em 2014. Antes favorito na corrida para contratar o atacante Dudu, do Dínamo de Kiev (UCR), o Timão vem sofrendo com problemas financeiros e pode ser ultrapassado pelo Tricolor na disputa.

O jogador, que esteve emprestado ao Grêmio em 2014, chegou a dar declarações sobre um possível acerto com o time do Parque São Jorge, mas foi repreendido pelos empresários. As negociações estavam avançadas e os corintianos pagariam 4 milhões de euros (cerca de R$ 13 milhões) para ter 60% dos direitos do atleta.

Sem encontrar investidores para efetuar a compra, o Corinthians passou a ficar pessimista com o negócio. As dificuldades financeiras do clube são tantas que, segundo o blog Bastidores FC, do jornalista Martín Fernandez, a diretoria recorreu ao empresário Carlos Leite para pagar a segunda parcela do 13º salário de funcionários e jogadores.

Assim, o São Paulo volta a ter força nas negociações. O Tricolor também sofre com falta de dinheiro e ressalta que o Timão havia deixado Dudu distante do Morumbi por apresentar proposta maior. Com a iminente desistência corintiana, o vice-presidente de futebol são-paulino, Ataíde Gil Guerreiro, pode voltar as ateções ao atacante mais uma vez.

- Estou atento a essa história, mas o Corinthans é o favorito no negócio, a proposta deles era melhor do que a nossa. O São Paulo continua observando apenas. Agora, se eles desistirem mesmo, aí sim tudo pode mudar - afirmou ao LANCE!Net.

Das peças pedidas por Muricy Ramalho, a diretoria ainda não encontrou um zagueiro que atua pela esquerda e um atacante velocidade, perfil em que Dudu se encaixa perfeitamente. Nesta janela de transferências, o Tricolor já conseguiu dar dois chapéus no Palmeiras: pelo lateral-esquerdo Carlinhos e pelo volante Thiago Mendes.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Os bastidores da queda do Mano Menezes no Corinhtinas

A decisão de não renovar o contrato de Mano Menezes está bem distante dos resultados obtidos dentro de campo pelo Corinthians em 2014. Terminar o Campeonato Brasileiro em quarto lugar, com uma vaga na fase prévia da Taça Libertadores e boa parte do elenco renovada, foi pouco para superar a crise que se instalou internamente desde a chegada do treinador.

Mano Menezes, técnico do Corinthians (Foto: Marcos Ribolli)

Para compreender a saída é preciso entender a contratação de Mano Menezese os passos que desencadearam uma divisão política na situação. A guerra interna vivida pelo Corinthians começou nos últimos meses de 2013. Mário Gobbi, presidente e soberano nas decisões, decidiu que era a hora de findar o trabalho de Tite, campeão da Libertadores, do Mundial de Clubes, do Brasileiro, do Paulista, da Recopa Sul-Americana e amado pela torcida.

Gobbi entendia que os títulos conquistados por Tite tinham como base a equipe montada por Mano a partir de 2008. Campeão da Série B, Paulista e da Copa do Brasil, o técnico só deixou o cargo para comandar a seleção brasileira. Na visão do presidente, apenas ele teria forças para afastar estrelas em decadência, como Emerson, Chicão e Douglas. Tite, para ele, era grato demais ao grupo que bateu Boca Juniors e Chelsea em 2012.

Gobbi rompeu com Roberto de Andrade e Duílio Monteiro Alves, responsáveis pelo futebol, ao procurar Mano quando ele ainda dirigia o Flamengo - publicamente, o presidente corintiano sempre negou ter feito contato com o técnico enquanto ele esteve no banco do clube carioca. Segundo pessoas próximas, o treinador pediu demissão do Rubro-Negro, em 19 de setembro, já sabendo do interesse do Corinthians (Mano, no entanto, nega veementemente essa informação). À época, após perder por 4 a  2 para o Atlético-PR, no Maracanã, alegou que não conseguia passar para o grupo de jogadores aquilo que pensava sobre futebol. 

As semanas seguintes transformaram os dias no Parque São Jorge e no CT Joaquim Grava. Os resultados ruins obtidos por Tite foram a chave para a mudança que Gobbi planejava. Roberto de Andrade e Duílio Monteiro Alves foram voto vencido. Eram contra a demissão, mas não tiveram poder para impedir que o presidente fizesse valer seu maior poder no clube.

- Quando eu quis trazer o Mano, pessoas não queriam. Eu banquei – admitiu Gobbi na entrevista de sábado em que anunciou a saída do técnico.

Mario Gobbi, Roberto de Andrade, Duilio Monteiro Alves - diretoria do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Corinthians)

As semanas seguintes foram de um clima muito carregado no Timão. Na despedida de Tite no Pacaembu, contra o Inter, em 30 de novembro, apenas Andrade, Alves e o gerente Edu Gaspar foram ao gramado entregar uma placa de homenagem ao treinador. Gobbi não apareceu. Tite queria ficar, declarou isso publicamente. Foi embora se sentindo traído.

Roberto de Andrade despontava na ocasião como provável candidato da situação à presidência, nas eleições de fevereiro de 2015. Como previsto no estatuto, Gobbi não poderia concorrer. Andrés Sanchez também não, já que as normas exigem dois pleitos de afastamento para concorrer novamente.

O departamento de futebol foi desfeito com os pedidos de afastamento de Andrade e Alves, em 16 de janeiro de 2014. E a "situação" se rompeu ainda mais. Gobbi, também em atrito com Sanchez, se isolou e acabou perdendo força para combater os desejos de uma nova troca de treinador depois do Brasileirão.

Corinthians Coletiva Tite (Foto: Marcos Ribolli)

Mano Menezes também foi perdendo força gradativamente ao longo da temporada. A relação com o grupo não era ruim, mas alguns jogadores chegaram a reclamar do tom irônico do treinador e das constantes mudanças nas escalações.  A comissão técnica, sempre aliada a Tite nos últimos anos, também não morria de amores pelo trabalho dele.

Com o processo eleitoral avançado, Gobbi não conseguiu impedir que a insatisfação com Mano Menezes se tornasse pública. Por causa do rompimento entre os próprios membros da situação, isso ficou impossível. Com o Corinthians brigando pelo título da Copa do Brasil e lutando para entrar no G-4 do Brasileirão, a saída do treinador parecia só uma questão de tempo. 

- Ele (processo) foi mal conduzido nos bastidores, na maneira como algumas coisas foram tratadas – disse o técnico.

Mano se esforça para mostrar que entende a saída, mas nem sempre foi assim. Internamente, chegou a sondar algumas pessoas para saber se Tite, com quem nunca teve uma relação próxima, estava negociando o retorno ao clube. Hoje, não fala publicamente, mas acredita cegamente nisso.  

O novo treinador do Corinthians sairá em breve. O clube quer anunciá-lo até o dia 15 de dezembro para que ele possa se apresentar com o grupo, em 5 de janeiro. Tite e Oswaldo de Oliveira são os favoritos. Abel Braga corre por fora.

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