Jô é cria de Itaquera, bairro onde foi erguida a Arena Corinthians, palco da abertura da Copa do Mundo, na Zona Leste de São Paulo. Na próxima quinta-feira, voltará ao local de tantas lembranças da infância e conhecerá a casa do clube do coração. Foi no Timão que ele iniciou a carreira em 2000 e apareceu como profissional três anos mais tarde. Hoje, é jogador de seleção brasileira e vai jogar o Mundial no Brasil. Além do sonho de infância, resolverá uma "treta" com os amigos palmeirenses, são-paulinos e santistas que por muitos e muitos anos o provocaram. Afinal, dos quatro clubes grandes de São Paulo, só o Corinthians não tinha uma casa.
- Fui motivo de chacota porque era corintiano e toda vez que ia assistir aos jogos não era no estádio do Corinthians. Quando soube do estádio, foi uma felicidade grande, é o clube que me lançou, agradeço eternamente ao Corinthians. Uma alegria a mais em poder jogar uma Copa estreando no estádio do meu time do coração. Um sentimento muito bom. Itaquera foi o bairro em que fui criado, ali foi construído o estádio. Passei boa parte da categoria de base. A gente vê a confiança do povo nesse pouco tempo, está grande. Estamos tranquilos para fazer uma boa estreia – disse, nesta segunda-feira, em entrevista coletiva na Granja Comary.
Realizado, Jô é a primeira opção para substituir Fred. Foi assim na Copa das Confederações. Chamado de última hora para o lugar de Leandro Damião, cortado por lesão, o jogador do Atlético-MG correspondeu. Fez dois gols na primeira fase da competição, contra Japão e México, e mostrou ao técnico Luiz Felipe Scolari que poderia ser útil. Ganhou um lugar no grupo.
- Eu penso em fazer um bom trabalho, são 23 jogadores de qualidade, prontos para a qualquer momento fazer bons jogos. O professor está bem servido. Quem for jogar, tem que dar o melhor. Penso em ajudar. No banco ou começando. Só de estar aqui é uma satisfação muito grande.
Ele sabe que será difícil que o titular dê brechas, mas se diz preparado caso em algum momento precise substituir Fred ou mesmo ser parceiro do camisa 9.
- Acho que isso quem vai decidir é o professor Felipão. Numa situação adversa, precisando ganhar, dois jogadores fixos podem ser uma boa possibilidade. Me imagino ajudando. De que maneira? Ainda não sei. Mas estou pronto para ajudar.
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