A pressão na saída de bola dos adversários foi a grande arma do Corinthians na conquista da Libertadores 2012. Contra o campeão da América de 2013, no entanto, o Timão sofreu do próprio veneno e viu suas construções de jogadas serem bloqueadas por um ataque marcador do Atlético-MG, no empate por 0 a 0, no último domingo, no Independência.
Ao todo, foram 22 perdas de bola do setor defensivo paulista na partida. Segundo os números do Footstats, Edenilson (3), Gil (1), Paulo André (1), Alessandro (4), Ralf (7) e Guilherme (6) perderam apenas duas bolas a menos que os jogadores de frente (24), estes sempre mais propícios a serem desarmados. A atitude da equipe de Cuca resultou em poucas oportunidades de gols do Timão.
- O grau de dificuldade do jogo foi muito grande e os dois goleiros estiveram felizes. Foi um grande jogo, com lealdade, forte e muito competitivo. Quem saísse na frente iria levar os três pontos - disse o técnico Tite, após o duelo.
Apesar de ter iniciado a temporada usando deste artifício, os jogadores do Corinthians deixaram de exercer essa pressão, principalmente, no segundo semestre de 2013. No clube, a grande explicação é a parte física. Jogadores, Tite e diretores não cansam de reclamar da temporada desgastante que a equipe vem vivendo por conta do calendário brasileiro.
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