quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Tite ganha missão da diretoria: no mínimo uma vaga na Libertadores


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Tite conversa com presidente Mário Gobbi (Foto: Rodrigo Faber)

As críticas feitas pela torcida após o mau desempenho do Corinthians no empate sem gols contra o Náutico e o fato de a equipe ter terminado o primeiro turno do Campeonato Brasileiro fora do G-4 ligaram o sinal de alerta no clube do Parque São Jorge. Por conta disso, o técnico Tite se reuniu com o presidente Mário Gobbi, que deixou claro o objetivo do Timão para o segundo semestre: no mínimo uma vaga na Taça Libertadores da América.

A conversa entre o treinador e o mandatário foi em tom amistoso. Tite não está pressionado pela diretoria pela instabilidade do Corinthians na competição nacional. Porém, ficar fora da Libertadores, em 2014, frustraria muito os planos do clube, já que na próxima temporada o Timão passará a jogar em sua arena, na Zona Leste da capital paulista. De acordo com a última parcial, o estádio já está próximo dos 88% de conclusão da obra.

Isso (a vaga na Libertadores) pode vir através da Copa do Brasil, do título brasileiro ou
do G-4. Hoje,
o que está
mais próximo
é o G-4"
Tite

– O que segue é o nosso projeto, reiterado pelo presidente em conversa comigo: no mínimo uma vaga na Libertadores. Isso pode vir através de Copa do Brasil, do título brasileiro ou do G-4. Hoje, o que está mais próximo é o G-4. É uma competência que todos temos de ter, inclusive a direção – afirmou o técnico.

Se por um lado, o Corinthians não conseguiu se firmar no G-4 ao longo do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, por outro, ele terá um caminho complicado na Copa do Brasil. Após eliminar o Luverdense, o Timão iniciará a disputa das quartas de final, no dia 25 deste mês, contra o Grêmio. Se passar, terá pela frente Internacional ou Atlético-PR, adversários que também lutam pelo título do Brasileirão.

Próximo de se tornar o segundo treinador com mais jogos no comando do Corinthians em toda a história, Tite não acredita que esteja em um momento de pressão excessiva. O técnico, que já resistiu à eliminação na fase preliminar da Libertadores de 2011, para o então desconhecido Tolima, da Colômbia, disse que haverá cobrança sempre que os resultados não forem proporcionais ao tamanho do clube.

– Todo jogo tem um caráter decisivo. Essa é a recondução da equipe. Se eu elencar os momentos de pressão, eu posso falar em oito ou dez. Quando não há um resultado da grandeza do Corinthians, a cobrança é proporcional – argumentou.

No comando do Corinthians desde o fim de 2010, Tite tem contrato com o clube até dezembro deste ano. Ele já foi questionado em algumas oportunidades em relação à renovação, mas sempre preferiu desconversar. A diretoria do Timão também ainda não quer se posicionar, sob o argumento de que ainda há um período considerável até o término do compromisso.


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