Leandro Castán foi um dos destaques do Corinthians no título inédito da Libertadores de 2012. O zagueiro jogou os 90 minutos dos 14 jogos da competição, mas trocou o Timão pela Roma logo em seguida, perdendo a chance de ganhar o Mundial.
Apesar de distante, Castán costuma acompanhar os ex-companheiros em ação e, mesmo da Itália, mantém o carinho pelo clube que o projetou para o futebol mundial.
"Tenho um carinho muito grande pelo Corinthians e a chance de voltar um dia é bem grande. Mas ainda espero cumprir meus três anos de contrato e ver o que vai acontecer", disse o defensor, ao DIÁRIO.
Substituído por Gil na equipe titular, ele aproveitou para elogiar o desempenho da atual defesa. Vale lembrar que, ao lado de Chicão, Castán ajudou o Corinthians a sofrer somente quatro gols durante toda a Libertadores. Número fundamental para a conquista invicta.
"Tento ver os jogos do Corinthians e ele (Gil) está jogando muito bem. Ainda tem o Paulo André e o Chicão, dois ótimos zagueiros. O time está bem servido no setor", analisou.
O zagueiro sempre tenta ver as partidas, mas, uma das principais na história do Timão, ele não pôde acompanhar. Na final do Mundial de Clubes, contra o Chelsea, o Timão não contou com a torcida de Castán.
"Eu tive um jogo no mesmo dia (contra o Chievo). Foi muito estranho, porque eu entrei em campo quase junto com o Corinthians, mas só fiquei sabendo do resultado depois. Fiquei muito feliz. O grupo merecia esse título para coroar o ano maravilhoso", falou.
adaptação/ Castán completa um ano de Roma no mês que vem. Para ele, a língua, o clima e a culinária da Itália não foram problemas. Já a relação com seu primeiro técnico por lá, o tcheco naturalizado italiano Zdenek Zeman...
"Roma é uma cidade linda. Não é tão fria, a comida é muito boa e já me viro no italiano. Minha família adora. O problema maior foi o relacionamento com meu primeiro treinador no time. A gente acabou não se dando bem. Com o outro (Aurelio Andreazzoli), eu joguei melhor", contou.
ENTREVISTA:
DIÁRIO_ Os dirigentes da Roma fazem perguntas a você sobre seus ex-companheiros?
LEANDRO CASTÁN_ Eles sempre perguntam. Na Roma, sempre falam para eu levar o Paulinho. Aí eu brinco que tem de pagar. Se pagar, ele vai. Mas o Paulinho é tranquilo e sabe o que é melhor para a carreira.
Além de você, a Roma tem mais cinco brasileiros (Marquinhos, Marquinho, Dodô, Taddei e Jonatan).
Isso facilitou sua adaptação ao clube?
Fizemos uma família por aqui. Sempre vamos jantar juntos e nos damos muito bem.
Como é o relacionamento com os ídolos da Roma?
O Totti é mais caladão. Já o De Rossi é mais brincalhão. São dois ícones italianos. É um prazer jogar com caras assim.
E a parceria com o Marquinhos, outro ex-Corinthians?
Estou feliz por ele, pois acompanhei sua luta. Lá, ele arrebentou. Falar a mesma língua nos ajudou no entrosamento.
Falando em língua, como está o italiano?
Dei umas entrevistas por lá. Devo estar quebrando ainda (risos), mas está tudo certo.
Você falando italiano é igual ao Zizao falando português?
(Risos) Isso. Bem nesse nível.
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