O histórico do atual técnico do Boca Juniors, Carlos Bianchi, contra times brasileiros é impressionante. Tetracampeão da Taça Libertadores da América (três com o Boca, uma com o Vélez Sarsfield), "El Virrey", como é chamado o treinador eliminou Palmeiras (duas vezes), Vasco, Paysandu, Santos e São Caetano, todos com o Boca. Além disso, venceu o São Paulo na final de 1994, pelo Vélez. Nesta quarta-feira, às 22h (horário de Brasília), no Pacaembu, o Corinthians comandado por Tite, colocará esse retrospecto em jogo. E a inspiração dos alvinegros para encerrar o tabu é justamente o seu treinador.
Tite chegou ao Corinthians em 2010. Conquistou o Campeonato Brasileiro, a Taça Libertadores da América e o Mundial de Clubes de lá para cá. Hoje, está na final do Campeonato Paulista e na luta por uma vaga nas quartas de final da competição continental. Maior que o currículo de títulos é o carinho dos jogadores alvinegros pelo chefe.
O trabalho de Tite à frente do Corinthians é constantemente elogiado, não só pelos atletas do próprio clube, como também por adversários. Questionado sobre a inteligência de Carlos Bianchi e o fato de ele nunca ter sido eliminado da Libertadores por um time brasileiro, Emerson Sheik preferiu exaltar a liderança que tem do seu lado do jogo: na opinião dele, um homem que já comprovou sua competência de todas as maneiras possíveis.
– O Bianchi é um treinador vitorioso e tem nosso respeito, mas aqui temos um técnico que foi campeão brasileiro, da Libertadores e do mundo. Se do outro lado tem uma pessoa qualificada, aqui no Corinthians também temos – afirmou.
O respeito conquistado pelo técnico no grupo do Corinthians pode ser exemplificado pelo caso do próprio Emerson. No início deste ano, o atacante se atrasou em dois treinos consecutivos. Foi multado e sacado do time titular por Tite, mas aceitou a punição e hoje ocupa vaga na formação principal, deixando até mesmo Alexandre Pato, contratado do Milan, da Itália, por R$ 40 milhões, no banco de reservas. O respeito pelo comandante se mantém intacto.
No Corinthians, a filosofia de que joga quem estiver melhor funcionou. Hoje, o técnico tem não só o comando sobre o elenco, mas também a empatia dos jogadores. Se o treinador do Boca Juniors luta para manter um histórico favorável contra os brasileiros, os corintianos brigarão para fazer com que Tite mais uma vez elimine o tradicional time argentino, vice do Timão na Libertadores do ano passado.
– Trabalhar com o Tite é sensacional. Não tenho palavras. Ele é muito correto e está sempre junto com os jogadores – resumiu o lateral Fábio Santos.
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