Cinco títulos nos últimos três anos, grandes vitórias sobre rivais, conquistas inéditas... A lua de mel entre time e torcida do Corinthians tem uma série de motivos e explicações. Desde a eliminação na Taça Libertadores da América de 2011 para o até então desconhecido Deportes Tolima, da Colômbia, a Fiel não teve mais motivo para protestar. Ciente de que eliminações e tropeços também fazem parte da realidade do futebol, o goleiro Cássio alertou: é preciso evoluir constantemente e não cair em soberba.
A queda para o Boca Juniors na Libertadores deste ano foi emblemática em relação à boa fase entre o Timão e a Fiel. Após o empate com os argentinos, no estádio do Pacaembu, no dia 15 de maio, os alvinegros que compareceram à partida ovacionaram os jogadores – estimulados, também, pela atuação questionável do árbitro paraguaio Carlos Amarilla, apontado pelos corintianos como o grande vilão da eliminação nas oitavas de final.
Desde que chegou, Cássio não vivenciou praticamente nenhum momento de dificuldade. Contratado no início de 2012, o goleiro disse estar preparado para eventuais crises. Ciente de que a cobrança da torcida alvinegra é constante, o "gigante" argumentou que todos os atletas devem ter em mente a necessidade de apresentar raça e determinação em qualquer tipo de partida, independentemente da importância.
– Não pode faltar vontade nunca. Temos de correr, lutar e dar carrinho até o final. É preciso demonstrar que estamos fazendo o nosso melhor. Vamos brigar para ganhar todos os campeonatos que disputamos, é claro, mas às vezes seremos eliminados, como foi na Libertadores desse ano. Também vamos perder. O importante é dar sequência ao trabalho – afirma.
Eleito melhor jogador do Mundial de Clubes do ano passado, após atuação histórica na vitória por 1 a 0 sobre o Chelsea, na decisão, Cássio assegurou que a conquista individual não diminuiu em nada sua vontade de vencer. Hoje, a meta principal é repetir tudo que ele já ganhou no clube: Paulistão, Libertadores, Mundial e Recopa. Para entrar ainda mais na história do Timão e deixar seu nome gravado na mente dos torcedores, como ídolo.
O goleiro acredita que a união proporcionada por Tite entre jogadores, comissão técnica e diretoria é fundamental para que ninguém "suba no salto" e esqueça tudo que a equipe passou para chegar ao status atual. Sob a ótica de Cássio, os atletas que entrarem em campo devem sempre se lembrar de que no banco de reservas há concorrentes à altura.
– Precisamos melhorar todos os dias. Se pararmos no tempo, não conseguiremos conquistar novos títulos. Eu como goleiro, o Sheik como atacante, o Tite taticamente... É necessário crescer. Somos movidos por desafios e queremos ganhar muito mais do que já ganhamos – argumentou.
Nesta temporada, o Corinthians faturou dois de três títulos disputados. E ainda tem duas competições pela frente: o Brasileirão - do qual é apenas o 12° colocado, com nove pontos ganhos - e a Copa do Brasil, na qual entrará diretamente para disputar as oitavas de final. Um calendário cheio e com possibilidades de coroar a temporada vitoriosa, tornando a atual "geração" ainda mais inesquecível.
– O Campeonato Brasileiro é muito difícil. É "pauleira" todo jogo, não tem nada fácil. E ainda temos a Copa do Brasil, que é mata-mata. Vai ser um segundo semestre cheio, mas vamos buscar – disse Cássio.
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